domingo, 30 de agosto de 2009

Xô!

• Nível legal médio, humor instável e um tanto quanto ácida. Odeio modismo, comodismo, consumismo, conformismo e todos os ‘ismos’ desse tal capitalismo sujo. Falta-me paciência e me sobra teimosia, não sei falar baixo e odeio salto alto. Não é arrogância, sou mesmo indiferente àquela porção de futilidades. Não é falta de educação, acontece que meu forte é a sinceridade. Cansei de gastar tanto verbo com gente tonta, só uso dois agora: vai, tomar.

domingo, 23 de agosto de 2009

Além.

Quando menos esperava, precisei de socorro. Estava tudo aparentemente em ordem, se não fosse o fato de que sobrava espaço e tudo me parecia insignificante demais pra preencher. Diversas vezes tentei recorrer a Deus, mas minha personalidade crítica buscava razões, não respostas. Recusei, por diversas vezes, o simples ‘aceitar’. Até que em um dado momento troquei os verbos e passei para o infinitivo sentir. Hoje, gradativamente, reconheço que não existem razões, pelo menos razões que caibam no meu racional. Deus não tem descrição que se limite em palavras, não faz parte de nada lógico. Ele é o avesso de tudo que a mente humana considera aceitável, mas é a força que qualquer coração precisa. Não existe e nunca existirá ciência que comprove, não há tempo que limite, não há explicação que sustente e não há alma que não precise! Nossa humanidade domina qualquer conhecimento físico, psicológico, mas jamais desvendará o regimento de todo amor que cega nossa inteligência. Não houve e nunca haverá geração que saiba expressar, desenhar, retratar de alguma forma essa paz.
Deus não é matéria, se torna ainda mais magnífico por ser esse bem maior inexplicável. Deus é incompreensível, imaginável, incrível, é todas as sensações, todos os arrepios e ao mesmo tempo é a explicação, o criador, o nosso motivo. Deus está além da razão humana justamente por ser essa razão.
Me sinto incrivelmente tocada, mais tranqüila e mais livre! O valor maior não tem cor e ao mesmo tempo, por mais paradoxal que seja, é quem nos revela as cores.

domingo, 26 de julho de 2009

Um vento!

Um misto de perplexidade e dor: gosto amargo que os dias deixam.
Viver é ridículo! Qualquer hora dessas você sai no melhor da festa sem ao menos ter tempo de se despedir de ninguém.

Não é pessimismo não, mas talvez você vá tomar um café e não volte para o almoço, talvez caminhe pela rua e não chegue a próxima esquina! Daí não vai mais adiantar. Alguém vai ter que ficar com suas coisas, remover seus rastros de uma vida inteira. Fume dois maços de cigarro, encha a cara, ou seja vegetariano e cuide do colesterol: vai acontecer de uma forma ou de outra.

Por tanto, viva tudo! Até as últimas conseqüências! Tome cuidado ao planejar os próximos dez anos e com isso deixar passar dez minutos. Não tenha a prepotência de um amanhã garantido! É tudo muito rápido, delicado. Cultive a sua fé, propague amor e sinta cada segundo correndo na sua pele e agradeça por cada dia vivido!

sábado, 25 de julho de 2009

Querido verme!

Venho por meio desta retratar meu total desprezo por seu retardatário desenvolvimento mental, imagino quão lastimável deve ser ter um deficit tão significativo na massa encefálica e mais ainda ser privado do mínimo de senso que distingue seres humanos de anelídeos rastejantes e grotescos. Não se preocupe, sua existência está com os pés fincados no meu esquecimento, e muito obrigada! Preciso muito agradecer! Se não fosse sua exorbitante ridicularidade eu não poderia me sentir ainda mais superior. Continue vivendo na periferia da inteligência! Se alimente das minhas demonstrações de desprezo, afinal, existe outra forma de glória para alguém com sua fétida podridão?

Com muita ironia,

Ariadne.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Ano novo, mágoa velha.

Ano começa, ano termina. Sempre alguma coisa muda (pelo menos até esses meus dezoitos anos). Mas a velha mágoa continua! Eu, já calejada de tantos novos amigos gostaria, talvez, de ter aquele velho amigo, aquele de infância. Perco um futuro velho amigo de infância todo ano. Eu, que todas as vezes ouço: hey, veja minha tristeza! Daí, eu levanto, guardo as minhas no bolso. Por erro ou por mero carma: sem amigo de infancia. Aliás, amigo? Onde? O velho discurso de 'conte comigo pra tudo' não consegue mais ser interiorizado por essa velha mente nova tão desmemorizada de boas lembranças, de coisas entre amigos! Não sei se os toco feroz demais, mas de fato, eles espantam. Não é surpresa: é mágoa velha. Um a um, pouco a pouco, eu jogo todos eles lá no fundo da estante, nas páginas da minha agenda que tá lotada de esperanças: primeiras histórias de muitas com meu futuro velho amigo de infancia! Mas as histórias incansavelmente insistem em ser apenas primeiras. Daí que é melhor acreditar que esse ano sim: encontrarei meu futuro velho amigo de infancia! Não, meu jeito sistemática e onça afasta, sempre. O problema é que estou ficando velha demais pra ter um velho amigo de infancia. Parece drama, mas é nó na garganta, tô chorando e tem alguém pra eu ligar? O problema é simples: eu consigo chegar fundo demais dentro das pessoas, nos cantos que elas procuram esconder e devoro uma a uma de suas máscaras, depois perde o encanto e é até bom que sumam: vá, vá! Bom, pelo menos pensar nisso me alivia o peito! Mas seria muito bom ter um velho amigo de infancia.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Fica com Deus.

Acalme seu coração e medite em busca da face de Deus, que está nos olhos da sua alma. Silencie, por um momento a sua mente e entre em contato com Ele! Crie o hábito de senti-lo, abra seu peito e respire: tudo ao seu redor contém Deus. Todo momento é correto pra iniciar uma nova mudança, acreditar numa nova perspectiva mas com Fé intacta naquela Força. Sinta em consciência a razão de sua própria vida e pense Nele com fervor, adoração e derrame sobre seus dias o extremo da bondade. Não se iluda com templos, eles são obras humanas! Acredite no que te arrepia e no que é inesplicável, se importe com a sensação e não com a denominação desta ou daquela religião: Deus é um só!

"Fica quieto, em silêncio e ouve o teu coração. Quando Ele te falar, levanta-te e vai para onde Ele te levar."

domingo, 21 de dezembro de 2008

Ciclo vicioso.

Eu ando na mesma rua que humanos imundos com valores superficiais, piso na mesma calçada que a hipocrisia e vivo num mundo regido pela frieza de aparências.

Tomo um chá, fumo um cigarro, bebo um conhaque ou um whisky 12 anos, injeto algumas pesadas gotas ou cheiro algumas poucas gramas, durmo com uma prostituta ou resolvo ser dessa vez a prostituta, tomo um banho frio e tenho overdoses.

Não ando na moda, não uso Carolina Herrera ou Victor Hugo, não compro tele-sena e muito menos gosto do Sílvio Santos.

Mas não se preocupe, se precisar eu assisto a maldita T.V de domingo, tomo coca-cola e depois me alieno com as novelas da Globo!

Que tal passar uma semana meditando, vivendo a base de cereais e sucos clorofilados? Depois voltamos, depois gozamos, depois vomitamos bêbados ao som de alguma sinfonia de Bethoven.